Compromisso com a Fé Espírita

Meus filhos,
Que Jesus nos abençoe!

Vivemos nos dias tormentosos anunciados pelas Escrituras. Experimentamos as glórias da Ciência e da Tecnologia, do pensamento e da arte. No entanto, caminhamos pela senda de espinhos que assinalam sofrimentos, reduzindo a criatura humana à violência, ao despautério, à loucura. Sem dúvida, as conquistas que anotamos em todo lugar, não lograram tornar a criatura humana interior mais feliz nem mais tranquila, salvadas algumas exceções. São os instantes em que os cristãos novos estamos convocados a profundas reflexões. De todo lado, a angústia espreita, a perversidade agride e o desalinho conduz as massas. Homens e mulheres, sitiados no castelo do eu, desvairam, por que perderam contato com o amor.

O amor é a resposta da Vida para o momento truanesco que atravessamos. Vivenciá-lo na grandiosidade do pensamento cristão é um convite que a imortalidade nos faz através das vozes do céu, restaurando o pensamento de Jesus, que tem permanecido vestido de dogmas, de cerimônias e de fantasias.

Torna-se indispensável romper de maneira positiva com o ergástulo no qual ainda nos encontramos vitimados. Jesus é o libertador, e a Sua mensagem, quando aceita pela mente, será vivida pelo sentimento livre de toda e qualquer manifestação dogmatista e de delinquência. Projetá-la de maneira consciente, para que a Ciência a exteriorize através do pensamento são, da palavra lúcida e das ações enobrecidas, é dever que não nos cabe postergar. Nesses conflitos, que nos desafiam a capacidade de discernimento e nos provocam tomadas de decisões, às vezes, apressadas, há convites para desvio da finalidade que abraçamos, do compromisso que temos para com a Doutrina dos Espíritos. Se é verdade que o espiritista não se pode marginalizar em torno dos acontecimentos que sacodem a sociedade, o planeta, não menos verdade é que, comprometido com o ideal espírita, possui, nos conteúdos doutrinários, os instrumentos hábeis para mudar a situação que vivemos, por intermédio da educação das gerações novas, da autoeducação, mediante a transformação moral que se deve impor e também dos esclarecimentos que, libertando a criatura humana das suas paixões primitivas, tornam-na capaz de mudar as estruturas perturbadoras da sociedade.

É necessário que tenhamos muito cuidado para não nos desviarmos dos objetivos essenciais da Doutrina, que se coloca acima das questões inquietadoras deste momento.

Viver espiriticamente é trabalhar sem desfalecimento pela construção de uma era nova sim, que deve começar no próprio indivíduo, na sua transformação interior.

Adversários de ontem que ressumam em forma de atavismos cruéis e as ações de hoje que nos convocam ao prazer com o desalinho do nosso comportamento constituem perigos muito graves. Aprendemos com Jesus, que muitas vezes é necessário perder em determinado momento para poder estar em paz a partir daí e de triunfar na glória desenhada pela verdade. A nossa preocupação de mudar o mundo não pode abandonar o compromisso da nossa mudança interior. O nosso compromisso com a fé espírita é de urgência e todos os esforços devem ser envidados para conseguirmos esta meta.

Não nos enganemos, evitando enganarmos aos outros. Jesus é o nosso líder insuperável e Allan Kardec tem-Lhe sido discípulo de escol, que nos pôde trazer a Sua palavra vestida de luz para clarear os caminhos do futuro.

Outros apóstolos que lhes foram fiéis desincumbiram-se a contento do ministério abraçado por que não negacearam, não negligenciaram com o dever, não se permitiram abraçar as propostas fascinantes que se constituem desvios dos objetivos essenciais, a fim de receber o aplauso do mundo e permanecer no pódio das considerações terrestres.

Nunca nos esqueçamos que o Mestre recebeu como tributo de gratidão da massa beneficiada a cruz de ignomínia que transformou em asas de luz.

Não fazemos apologia do masoquismo perturbador nem estabelecemos como fundamental o sofrimento, nada obstante, nele reconheçamos o melhor amigo do Espírito em processo de autoburilamento.

Sucede que a nossa proposta, pelas suas características de transformar a Terra, fere interesses individuais e coletivos, agride sistemas e organizações ultramontanos que têm permanecido na condição de dirigentes dos povos. E é natural que as reações individuais e coletivas se façam de imediato assustando-nos ou intimidando-nos.

Não temamos nunca aqueles que nada nos podem fazer ao Espírito, embora momentaneamente cerceem-nos os passos e gerem dificuldades para a execução dos nossos programas iluminativos. Evitemos compactuar com as suas pro- postas muito bem estabelecidas na forma, guardando a animosidade contra os objetivos que abraçamos.

O apoio de personalidades proeminentes e de organizações poderosas agrada-nos muito, mas não esqueçamos que o nosso trabalho-desafio é de demolir aquilo que se encontra ultrapassado, destruir as ideias esclerosadas, substituindo-as pelas novas que vieram do Mais Além e receberam a contribuição lúcida de homens e mulheres que se reencarnaram sob a égide do Espírito de Verdade para que o Paracleto pudesse expandir a palavra de Jesus de polo a polo.

Em nossas reuniões verdadeiramente cristãs, nas quais podemos expender as nossas ideias, apresentar os nossos pensamentos, discordar, mas não derrapar nas discrepâncias que nos afastem uns dos outros, gerando animosidades, mantenhamos o nosso objetivo que é servir a Jesus, sem outro e qualquer interesse.

Trabalhemos, então, unificados, amando-nos cada vez mais, para lograrmos alcançar o momento de plenitude com que o Amigo Incomparável de todos nós nos acena desde agora.

Muita paz, meus filhos.

Que o Senhor nos abençoe, são os votos do companheiro amigo e paternal de sempre,

Bezerra.

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da Reunião do Conselho Federativo Nacional, na sede da FEB, em Brasília, no dia 10 de novembro de 2002.)

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