O que você espera de seu filho?

O que você espera de seu filho?

Desde mesmo antes do nascimento dos filhos, é natural que se crie expectativas quanto ao que há de melhor na vida para eles.
Queremos que sejam felizes, que cres√ßam fortes e saud√°veis, que tenham uma excelente educa√ß√£o, uma boa forma√ß√£o escolar e que re√ļnam, ao longo da inf√Ęncia e da adolesc√™ncia, condi√ß√Ķes e ferramentas para enfrentar um mundo t√£o competitivo, tornando-se adultos competentes e felizes, obtendo sucesso pessoal, afetivo e financeiro, √© claro!
Queremos filhos que sejam reconhecidos, admirados e bem sucedidos. Mais do que isso, que n√£o passem por dificuldades, necessidades ou crises. Enfim, que n√£o sofram. Para tanto, n√£o medimos esfor√ßos e decidimos tudo o que n√≥s, pais, achamos que √© o melhor. Escolhemos a escola, o clube, as aulas de m√ļsica, o esporte, o curso de ingl√™s, de computa√ß√£o…
No entanto, n√£o basta desejar, √© necess√°rio que se crie condi√ß√Ķes reais para que isto aconte√ßa, isto √©, o tempo e o espa√ßo da conviv√™ncia familiar devem estar plenamente preenchidos com este objetivo. Em outras palavras, o nosso lar, no pouco tempo que nos sobra para estarmos juntos, deve transformar-se em verdadeira escola da alma. √Č no espa√ßo de conviv√™ncia familiar que vai se forjar a citada “socializa√ß√£o prim√°ria”, com seus valores, regras e a necess√°ria carga afetiva, muito importante para a capacidade de aprendizado das crian√ßas.
Diante deste quadro, devemos nos sentir alerta para as nossas responsabilidades diante dos filhos.
√Č importante lembrar que n√£o √© dos filhos que devemos esperar algo porque o processo educativo compreende, antes de tudo, a pr√≥pria transforma√ß√£o moral.
Quando nos educamos e nos tornamos pessoas melhores, influenciamos os que est√£o √† nossa volta, devemos esperar de n√≥s pr√≥prios, reavaliar nossas a√ß√Ķes e os nossos pensamentos, pois s√£o as atitudes de equil√≠brio, de humildade, de toler√Ęncia, compreens√£o, aceita√ß√£o, que se refletem nas atitudes dos filhos.

Khalil Gibran nos diz: ‚Äúvossos filhos n√£o s√£o vossos filhos. S√£o os filhos e as filhas da √Ęnsia da vida por si mesma. V√™m atrav√©s de v√≥s, mas n√£o de v√≥s. E embora vivam convosco, n√£o vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas n√£o vossos pensamentos, porque eles t√™m seus pr√≥prios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas n√£o suas almas. Pois suas almas moram na mans√£o do amanh√£, que v√≥s n√£o podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esfor√ßar-vos por ser como eles, mas n√£o procureis faz√™-los como v√≥s, porque a vida n√£o anda para tr√°s e n√£o se demora com os dias passados. V√≥s sois os arcos dos quais vossos filhos s√£o arremessados como flechas vivas. O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua for√ßa para que suas flechas se projetem r√°pidas e para longe. Que o vosso encurvamento na m√£o do arqueiro seja vossa alegria, pois assim como ele ama a flecha que voa, ama tamb√©m o arco que permanece est√°vel‚ÄĚ.

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